O Olho Biônico

Publicado por em 6 jan 2015 em Blog |

O Olho Biônico

O Olho Biônico

Utilizando as mais recentes tecnologias, os pesquisadores estão construindo novos dispositivos protéticos para restaurar a visão em cegos.

Em 1755, o médico e cientista francês Charles Leroy descarregava a eletricidade estática do Leyden jar – um precursor dos modernos capacitores de dentro do corpo de um paciente cego usando dois fios, um apertado ao redor da cabeça logo acima dos olhos e outro em torno da perna. O paciente, que estava cego por três meses, como resultado de uma febre alta, descreveu a experiência como uma chama que passa para baixo na frente de seus olhos. Esta foi a primeira vez que um dispositivo elétrico, servindo como uma rudimentar prótese alcançou o sucesso, mesmo um lampejo de percepção visual.

Mais de 250 anos depois, a cegueira ainda é uma das deficiências sensoriais mais debilitantes, afetando cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo. Muitos destes pacientes podem ser tratados eficazmente com cirurgia ou medicação, mas algumas patologias não podem ser corrigidas com os tratamentos existentes. Em particular, quando as células fotorreceptoras de recepção de luz degeneram, como é o caso na retinite pigmentosa, ou quando o nervo óptico é danificado como resultado de glaucoma ou traumatismo craniano, nenhuma cirurgia ou medicamento pode restaurar a visão perdida. Em tais casos, uma prótese visual pode ser a única opção. Similar a implante coclear, que estimulam fibras do nervo auditivo a jusante das células sensoriais ciliadas danificadas para restaurar a audição, próteses visuais com o objetivo de proporcionar pacientes com informação visual ao estimular neurônios na retina, no nervo óptico, ou em áreas visuais do cérebro.

Em uma retina saudável, as células fotorreceptoras – bastonetes e cones- convertem a luz em sinais elétricos e químicos que se propagam através da rede de neurônios retinianos para baixo para as células ganglionares, cujos axônios formar o nervo óptico e transmitem o sinal visual para o cérebro. (Ver ilustração.) Dispositivos protéticos trabalham em diferentes níveis a jusante da recepção inicial e conversão bioquímica dos fótons de luz que chegam pelos pigmentos de hastes fotorreceptoras e cones na parte de trás da retina. Os implantes podem estimular as células bipolares diretamente a jusante dos fotorreceptores, por exemplo, ou as células ganglionares que formam o nervo óptico. Alternativamente, para patologias, tais como o glaucoma ou traumatismo craniano que comprometem a capacidade do nervo óptico para ligar a retina para os centros visuais do cérebro, as próteses foram concebidas para estimular o sistema visual ao nível do próprio cérebro.
(Veja ilustração).

O Olho Bionico

Fonte: Revista The Scientist

Enquanto próteses cerebrais têm ainda de ser testadas em pessoas, os resultados clínicos com próteses de retina estão demonstrando que os implantes podem permitir que pacientes cegos localizem e reconheçam objetos, se orientem em um ambiente desconhecido, e até mesmo executem algumas tarefas de leitura. Mas o campo é jovem, e grandes melhorias ainda são necessárias para permitir a recuperação de altamente funcional da visão.

Fonte: Revista The Scientist